Entrevista individual, nunca por casal
Cada sócio fala sozinho, mesmo quando marido e mulher são sócios. Duas pessoas juntas na entrevista produzem uma resposta só, e ela costuma ser a de quem fala mais.
Somos uma consultoria de empresa familiar, em atividade desde 2011. Cinco pessoas fixas, especializadas em sociedades onde mais de uma família é dona do mesmo negócio.

A consultoria funciona desde 2011. Somos cinco pessoas: três consultores que entrevistam e conduzem as reuniões, uma advogada de formação que cuida da redação dos documentos sem exercer advocacia para os clientes, e uma secretária de projetos que controla prazos, convocações e atas.
O cliente típico é uma empresa de dois ou três troncos familiares, entre seis e vinte sócios no papel, com uma parte deles trabalhando na operação e outra apenas recebendo informação. Atendemos comércio atacadista, indústria de transformação, construtoras e clínicas em São Paulo e no interior do estado.
A sequência é sempre a mesma. Primeiro entrevistamos cada sócio em separado, uma hora por pessoa. Depois cada família fecha a própria posição em uma rodada interna. Só então marcamos a mesa geral, com pauta enviada três dias antes. Tudo o que se decide vira texto assinado, e o encontro seguinte já sai com data.
Uma rodada completa leva cinco semanas. Quem contrata é a empresa, não uma das famílias: o material é enviado a todos os sócios ao mesmo tempo, e nenhuma conversa individual é repassada a ninguém.
O que não fazemos: não representamos sócio, família ou tronco em negociação; não emitimos parecer jurídico, não registramos ato em cartório e não assinamos peça processual; não avaliamos empresa e não opinamos sobre compra ou venda de participação; não ocupamos assento com voto em conselho de cliente; e não aceitamos comissão de advogado, banco ou qualquer prestador que venhamos a encontrar no caminho.
O relatório chega a todos os sócios no mesmo dia e pelo mesmo canal.
Cada família fecha a própria posição antes de sentar com a outra.
Propõe, aprova, é informado: três colunas por linha de decisão.
O caminho para o voto travado é combinado antes de a votação travar.
Com duas ou três famílias na sociedade, a reunião conjunta quase nunca é o lugar onde as posições aparecem: elas já chegaram prontas de casa. Nosso trabalho começa antes, no lugar onde a posição ainda está sendo formada.
Cada sócio fala sozinho, mesmo quando marido e mulher são sócios. Duas pessoas juntas na entrevista produzem uma resposta só, e ela costuma ser a de quem fala mais.
Antes do encontro conjunto reunimos cada família em separado, para que o tronco chegue à mesa com uma posição combinada e não com três.
Listamos cada decisão da empresa e escrevemos quem propõe, quem aprova e quem apenas é informado. É a folha que mais gera discussão e a que mais economiza reunião depois.
Quantas cadeiras no conselho cabem a cada tronco, como o suplente entra e o que acontece quando um ramo cresce e o outro não.
O acordo prevê o que se faz quando a votação empata: prazo para nova tentativa, conselheiro externo convidado, e o que vale se nada disso destravar.
Falas recolhidas ao fim do trabalho e publicadas com a autorização de cada sociedade.
A devolutiva separada por tronco evitou que a nossa discussão interna acontecesse na frente das outras duas famílias.
O artigo sobre empate parecia burocracia. No ano seguinte foi usado duas vezes, e nas duas a reunião terminou no horário.
Fui entrevistada sozinha, não junto com o meu marido, que também é sócio. Foi a primeira vez em vinte anos que respondi por mim.
A regra de quantas cadeiras cabem a cada ramo tirou um assunto que voltava em toda reunião de dezembro.
A política de trabalho de parentes foi a parte mais difícil de escrever e a que mais me poupou conversa desde então.
Conte quantos troncos são e o que está em aberto. Devolvemos por escrito quais documentos costumam vir primeiro nesse desenho. Pelo telefone: +55 11 97438-8416.
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